Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, sexta-feira, 24 novembro de 2017

ÍNDIOS FULNI-Ô SE APRESENTAM NESTE SÁBADO, DIA 16, NO TERREIRO DO PAI MANECO

O Terreiro do Pai Maneco (TPM) recebe neste sábado, dia 16, a partir das 15 horas, os índios da tribo Fulni-ô, que vivem no município de Águas Belas, em Pernambuco, para apresentações de música e dança, além de promoverem uma “feirinha” para a venda dos artefatos que eles produzem. Esta é a quinta vez que eles visitam Curitiba e o TPM.

“Esta é a forma que o meu povo achou para difundir a nossa cultura, os nossos costumes e também é uma forma de sobrevivência e resistência”, diz o índio Tidyo Fulni-ô. Ele explica que grupos de índios saem da aldeia para fazer as apresentações em escolas e outros lugares que se interessam pela cultura dos Fulni-ô.

SOBREVIÊNCIA
“Nossa sobrevivência é difícil ainda mais quando a seca é tão prolongada, então precisamos sair para vender as coisas que fazemos com os materiais que a natureza nos oferece”, diz ele. “Essa é uma fonte de renda”, afirma Tidyo. Os artesanatos utilizam fibras vegetais, sementes, penas e conchas. São colares, bolsas, esteiras, escovas, chapéus e abanos. As pinturas corporais e os colares e cocares de penas são outra característica marcante dos Fulni-ô.

CÂNTICOS E DANÇAS
Tidyo diz que estão aqui para se apresentar no TPM membros do Grupo Towê Fulni-ô, que reúne membros da tribo que saem para apresentações e venda dos artesanatos. “Somos guerreiros que dançam e cantam mostrando nossa cultura e ritos sagrados”, explica. As apresentações também acontecem em escolas e espaços culturais.

SOMOS TODOS IRMÃOS
Ele diz que o ritual dos fulni-ô pode ser bem parecido com a gira de caboclos que acontece na Umbanda. “Nós também fazemos trabalhos espirituais individuais e coletivos, que chamamos vivências”. Ele fala que a visão dos índios é parecida coma dos umbandistas no que diz respeito a ajudar o próximo, preservar a natureza e respeitar o “grande espírito”. “Somos todos irmãos, não é? ”, finaliza Tidyo.

Os índios da tribo Fulni-ô vivem numa aldeia com aproximadamente 3600 pessoas. A origem do nome significa “povo da beira do rio”. Os índios s os únicos indígenas do Nordeste brasileiro que mantêm viva a sua língua nativa, a Iathê.

Conheça a cultura do povo Fulni-ô nestê vídeo do Programa Expediuções da TV Brasil

Bandeira da Amizade