Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, domingo, 23 julho de 2017

Natureza – Umbanda

por João Gustavo Alacoa Gianini

Em uma época em que a natureza planetária está sendo destruída pela impiedade e ignorância da grande maioria dos seres humanos - e com tantos encontros e tentativas por parte das classes que detém o poder no mundo terminando em decisões infrutíferas - quero propor uma reflexão diferente da maioria dos intelectuais e cientistas de hoje. A Umbanda é uma religião simples, mas na qual o amor, o respeito, o trabalho, a proteção, a fé, o conhecimento estão acima da intelectualidade. É uma força religiosa que, para além de teorias e mais teorias, trabalha, sobretudo, com o coração.

Quando as pessoas deixaram de amar e cultuar a natureza? Se olharmos a história saberemos que a era pagã que durou mais ou menos três mil e quinhentos anos e foi toda devotada à adoração da natureza, às árvores, os animais, os elementos que eram considerados possuidores de alma, além da matéria visível. Povos como os egípcios, sumérios, assírios, fenícios, gauleses, romanos, gregos, maias, astecas, incas, povos indígenas do norte e sul da América cultuavam a natureza e astros cósmicos. Assim, entendemos que a Era Cristã, que sucedeu a pagã, com o advento do Cristianismo, derivado do monoteísmo hebraico de Jeová, foi determinante na ruptura da religiosidade popular com a natureza.

Não há claramente uma posição decisiva por parte desse profeta no sentido de amar a natureza e suas forças, deuses, espíritos guardiões etc. Sem querer entrar em polêmica religiosa, o fato é que, a partir do Cristianismo, a história mostra o crescimento da religião cristã e o total afastamento da adoração à natureza.

Em uma sociedade em que se pensa e fala muito sobre a natureza sem ações efetivas e constatando a decadência moral e religiosa da igreja cristã, torço para que viva a Umbanda, com sua simplicidade de coração e amor à vida, assim como era antigamente, quando sociedade e natureza eram unidas pelos laços sagrados da alma e do coração.

Editorias: História.

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