Dizer que um Terreiro de Umbanda é grande, é o mesmo que dizer que o fogo é quente e o gelo é frio. Não existe Terreiro de Umbanda pequeno. Existem Terreiros com mais e outros com menos médiuns.
Em textos anteriores e sempre que posso prego sem nenhum constrangimento a gostosa liberdade que a Umbanda usufrui por conta da não interferência de órgãos mandantes em suas organizações básicas. Particularmente eu acho que as Confederações e Federações deviam ter suas atividades limitadas aos serviços cartoriais, facilidades de comunicação em áreas on-line e patrocínios de cursos e encontros que digam respeito à religião. Jamais devem interferir na sagrada área filosófica de cada terreiro. Sempre simplifiquei minha atitude recusando-me a filiar o Terreiro que dirijo a qualquer Federação ou Confederação. Agora mudei de idéia e pedi afiliação à Federação de Umbanda do Paraná porque eu confio nos seus dirigentes.
Sempre preguei a musica de boa qualidade na Umbanda porque ela reúne as pessoas. Recentemente a Federação da qual sou afiliado patrocinou um grande e extraordinário evento que foi uma competição musical onde as corimbas dos Terreiros defenderam musicas inéditas sobre a Umbanda. Como era competição, regras foram criadas. O Teatro Estadual do Guaira ficou lotado. Foi um evento, sem nenhuma duvida, para ficar na história da Umbanda daqui da nossa terra.
Por outro lado fiquei na assistência como observador e critico, não das musicas ou das corimbas, mas do comportamento do público que lotou as dependências do teatro. Por ser uma pessoa irreverente, vi e assisti o que ninguém viu ou assistiu: a briga pela vitória, tal e qual um esporte das massas. A cada apresentação se ouvia os aplausos efusivos dos membros do Terreiro que se apresentava, e as palmas menos fervorosas eram dos adversários que cumpriam sem entusiasmo as normas da boa educação. Por isso sou contra disputas. Todo aquele que vence deixa como seqüela a decepção dos derrotados. Sai dali com a lembrança das Escolas de Sambas no tempo que brincavam nos carnavais do passado, quando tudo era alegria, camaradagem e amadorismo, diferente das Escolas atuais que têm compromisso com a fama e o dinheiro. Essa transformação foi criada pela competição e o dinheiro do prêmio aos ganhadores. A Umbanda não merece isso.
Claro que nossa Federação não é culpada disso e a não realização da competição não deve ser abolida, muito embora eu continue com o firme propósito de não permitir que o Terreiro do Pai Maneco entre em qualquer competição, porque entendo que nosso adversário é o mal que vem da escuridão onde vivem os espíritos maldosos e rancorosos e não nossos co-irmãos.
Dizer que um Terreiro de Umbanda é grande, é o mesmo que dizer que o fogo é quente e o gelo é frio. Não existe Terreiro de Umbanda pequeno. Existem Terreiros uns com mais e outros com menos médiuns. O Terreiro que dirijo tem mais de mil médiuns atuantes, e nem por isso ele é maior ou menor daquele que tem um dirigente e sete médiuns. O que iguala os Terreiros é o amor e a caridade marcas sem as quais eles serão inexpressivos e pequenos mesmo que tenham vasto patrimônio e extensa lista de associados. Como sou afiliado da Federação de Umbanda do Paraná por minha vontade e por acreditar nos seus dirigentes vou me aproveitar disso para sugerir que a ela nesse ano de 2011 promova:
Essa é a Minha Opinião!