Ciganos

Segundo o Pai Beco de Oxóssi, a linha de Ciganos é tradição na Umbanda. “Temos respeito por esse povo que tem magia. São espíritos espetaculares que trabalham na linha neutra”.

O primeiro da hierarquia no Pai Maneco é o cigano Woisler, que trabalhava com o Pai Fernando de Ogum. “Aconteceu um fato bem curioso entre o Pai Fernando e essa entidade. O Fernando, desde criança, quando começou a falar, dizia que seu nome era Voise. Ninguém entendia nada. Anos depois, quando começou a trabalhar na linha de ciganos, veio a entidade e deu o nome de Woisler. Esse cigano acompanhou o Fernando desde criança”, conta.

Como os ciganos são da linha neutra, eles não riscam ponto. Os elementos de trabalho são cartas, moedas, vela de cera de abelha, pedras, etc. “Esses adereços estimulam a fé das pessoas, mas pode também fazer perder o foco na essência, no que realmente importa, quando usados com exagero. Já presenciei um médium com um chapéu tipo Piratas do Caribe. Por exageros como esse, não têm mais festas, com vinho, comidas, vestimentas, joias. E constatamos que a eficiência das entidades supera essas coisas”, explica.

No topo da lista de pedidos aos ciganos, dinheiro e amor, lideram. “Os ciganos gostam de passar ensinamentos de comportamento, da importância de exercitar a fé”.

“O cigano Vick, entidade com quem trabalho, gosta de mágica. Faz sumir e aparecer cartas do baralho, estimulando o consulente a prestar atenção, seja no baralho ou na vida”, relata.

Amalá: 7 velas de cera incolor, frutas (como maçã, pêssego e uva) dentro de uma gamela, arroz integral e batatas assadas pequenas e descascadas, coberto com canela e mel tudo arranjado com flores. Bebida para o cigano vinho tinto, e para a cigana vinho branco. Para o cigano cigarro ou cigarrilha, e para cigana cigarros.

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