Salve Seo Ogan Caian!

O que sou?
Sou umbandista, mulher, mãe e ogan.

Há sete anos no Terreiro Pai  Maneco, cinco como ogan, me sinto só “alma” quando estou tocando. Fui convidada pelo Pai Fernando para fazer um rodízio dentro do terreiro, assim que me afastou da função de cambone, por me chamar de médium “esponja“.

Subi então para a engoma e de lá nunca mais desci. O rufo dos atabaques e a batida que sinto no coração me fortalecem, me acalma a alma.

Amor pela minha função, determinação, respeito, alegria e satisfação é a força que move o corpo. Começam às dores! Braços, mãos, ombros e pernas. Conduzir a energia que envolve o corpo na gira não é mole não!

O que recebi? Respondo fácil: força quando descobri um câncer de mama. “Meu Pai terei que parar?! “Não, não parei, a força que recebo da minha casa é bem maior. Trabalhos para ajudar na cura, o toque do tambor que entra no peito e destrói o tumor. Quimioterapias me enfraquecem e os tambores me fortalecem.

Na reta final de tratamento a cura recebi, a fé cada vez maior, a força então? Posso empurrar o mundo. Ser ogan é força, respeito, determinação, amor e gratidão. É sentir o som que se toca com a alma e o coração. Somos a força que nos move.

Muito amor envolvido.

Pri Ogan, Gira de Segunda

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