Mãe Eli de Xangô

A Mãe Eli de Xangô conheceu a Umbanda há mais de 40 anos, ainda criança através da família. São 23 anos no Pai Maneco, sendo nove com mãe de santo.

“Iniciei quando o TPM funcionava num espaço na Faculdade Espirita, no ano de 1995/1996, com o Pai Beco de Oxóssi e, em seguida, na segunda- feira com o Pai Fernando de Ogum. Fiz o Amaci com o Pai Fernando somente em 1999. Por algum tempo frequentei as duas giras, ( segunda e quinta-feira) e continuei trabalhando com o Pai Beco até 2011.  Em 2002 fui cruzada capitã, em 2007 mãe pequena e, em 2009, cruzada Mãe de Santo, pelo Pai Fernando de Ogum. Em 2008, por solicitação do Pai Fernando, começo um trabalho mediúnico e, em 2009 o atendimento se abre à assistência. Em 2011, o Pai Beco inicia uma gira na quarta-feira à tarde e depois, por motivos particulares se afasta. Nessa ocasião, por solicitação do Pai Fernando, encerramos o trabalho que eu dirigia na terça-feira à noite, no anexo II, e eu  assumo a gira de quarta-feira, à tarde. Em 2017 assumo o trabalho de leito, no anexo II, às 20 horas.

Entidades que trabalha:
Xangô: Caboclo Pedra Roxa; Ogum: Caboclo Sete Bandeiras do Mar; Oxóssi: Cabocla Guaracira; Preto Velho: Pai Benedito de Aruanda; Exu: Seo João Caveira e Cigana: Salomé.

Qual a melhor mensagem deixada em sua vida pelo Pai Fernando de Ogum?
Algumas, mas essa me faz seguir firme na Umbanda. “Eli, estou feliz porque agora você assumiu a Umbanda”.

Cite uma história marcante com alguma entidade que trabalha:
Preto Velho, Pai Benedito de Aruanda. Nesse dia no intervalo da gira eu ganhei um pedaço de bolo mas não comi. Pedi para a cambone reservar porque talvez o Preto Velho fosse precisar para trabalho. Foi incrível, no meio da gira chega um espírito muito zangado, nervoso, violento, se debatendo, ameaçando o médium. Não queria ouvir ninguém. Isso foi muito rápido. O Pai Benedito saiu do toco, e trouxe o médium incorporado com esse espirito para conversar no toco. Na conversa com o Preto Velho ele foi se acalmando, mas não queria ouvir falar de amor, perdão, alegria, saudade, etc. Então, o Pai Benedito disse a esse espirito: hoje aqui é dia de alegria e ofereceu o bolo para o espirito que não aceitou. O Pai Benedito, pegou um pedaço do bolo e gentilmente levou até a boca do espirito dizendo experimente é doce vai te fazer bem. Ele aceitou e imediatamente começou a chorar, em prantos. Então o Pai Benedito perguntou porque ele estava chorando, ele disse: ninguém, nunca me tratou assim. Ninguém nunca me serviu um pedaço de bolo. Eu estou envergonhado pela forma que cheguei e por tanto mal que eu fiz. Agora, eu peço perdão e quero a luz que essa casa tem. Quando o espirito subiu o Pai Benedito disse: não podemos deixar mais um espirito se perder. Quem sabe um dia ele possa trabalhar na Umbanda.

Mensagem para os filhos da casa:
A mediunidade se manifesta de várias formas. O importante é ter paciência para não prejudicar o seu desenvolvimento e nem tirar conclusões precipitadas. O cuidado da mediunidade e o respeito pelas entidades devem caminhar de mãos dadas. Buscar orientações sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo e nunca fora da casa que frequenta. O processo de incorporação não é passaporte para nenhum médium dizer que está pronto ou equilibrada a sua mediunidade. O importante é estudar, prestar atenção nos trabalhos e aprender muito durante as giras. Avisar o seu Pai/Mãe de santo quando não estiver quando chega ou antes do término da gira.

 

 

Um comentário em “Mãe Eli de Xangô

  • 5 de setembro de 2018 em 21:48
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    Olá mãe Eli ,procuro por informação sobre desenvolvimento , estou na umbanda a 9 meses como cambone e ja comecei a fazer acoplamentos com meu caboclo , como faco pra melhorar minha vibracao pra fala da mi ha entidade.

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