fbpx

Pai Gustavo de Oxóssi

O Pai Gustavo de Oxóssi ‎conheceu a Umbanda através do Pai Fernando, por volta de 1987. Numa conversa entre seus pais ouviu, pela primeira vez, que o Fernando trabalhava num terreiro de Umbanda. “Daí quis saber do que se tratava, pedi para meu pai (Pai Beco de Oxóssi) me levar e conheci assim a Umbanda, no terreiro do Pai Edmundo Ferro.”

Frequenta o Terreiro desde 1990, na assistência, que ainda funcionava na Faculdade Espírita, e há 25 faz parte da corrente, sendo pai de santo há sete anos.

Começou como cambone das entidades do Guilherme Rocha, por seis anos, dentre as quais o Caboclo da Cachoeira, Pai Joaquim de Xangô e Exu Pinga Fogo. “Daí ingressei na gira do Pai Beco, onde trabalhava incorporado com o Erê Azeitona, e assim fiquei por volta de dois anos. Daí vieram outros guias na gira de segunda-feira e consequentemente trabalho no toco. Em 2000 fui cruzado capitão e em 2011 pai de santo (o último feito pelo Fernando) e fui trabalhar com o Pai Beco na quinta-feira”.

Entidades que trabalha:
Caboclo Roxo, Caboclo Arranca Toco e eventualmente Caboclo Junco Verde (meu pai de cabeça), Pai Antoninho do Congo e Pai Onofre de Xangô, Ogum Rompe Mato, Caboclo do Sol e da Lua, Erê Azeitona, Marinheiro Mestre Azagaia, Boiadeiro Zé Coruja, Cigano Rubin e Exu Arranca Toco.

Qual a melhor mensagem deixada em sua vida pelo Pai Fernando?
Dentre tantas, um grande ensinamento que é a base da fé, onde considera que o astral é perfeito e nunca falha. Embora nem tudo possamos compreender no momento do ensinamento, já que muito será compreendido a posteriori, tudo no mundo astral faz sentido e não há fios soltos. Viva seu momento e evite se comparar com os outros, sob pena de julgamento equivocado que nada contribui na caminhada individual.

Cite uma história marcante com alguma entidade que trabalha.
Ainda na função de cambone, o guia que eu servia, por inúmeras vezes, me punha no meio do terreiro e mandava cantar o ponto do caboclo Roxo e me dizia que eu iria incorporá-lo. No entanto, eu ficava lá e não sentia nada. Foram várias as tentativas e com o passar do tempo eu já nem considerava a possibilidade de incorporação. Numa destas ocasiões, eu no meio, o guia foi até o Caboclo Junco Verde, dirigente espiritual daquela gira, e conversaram. Daí o ponto cantado novamente. Incorporei! Pela primeira e última vez, eu não tive o menor controle sobre a incorporação. O Caboclo Roxo desceu, girou sabe-se lá quantas vezes, parou, pediu pemba, riscou seu ponto, saudou o Seo Junco e subiu.
Soube algum tempo depois que o Caboclo tinha ido ao Seo Junco Verde pedir autorização a ele, não como dirigente da gira, mas como meu pai de cabeça. Umbanda é hierarquia!

Deixe uma mensagem para os filhos da casa:
Curta o que você está fazendo! Embora você tenha assumido um compromisso de trabalho, a Umbanda pode e deve ser feita com alegria, deve ser prazerosa. Só dá para fazer bem feito se for de coração aberto e em coletividade.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.