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Um médium
deve ser leal ao seu terreiro e jamais
fazer trabalhos paralelos aos do terreiro.
Muitas vezes alguns médiuns
da nossa casa costumam fazer isso
fora do terreiro, sem o conhecimento
da hierarquia, a guisa de interesses
pecuniários ou de alimentação
do ego por se julgarem prontos e auto-suficientes
para fazer trabalhos de magia sem
a assistência de seus irmãos
de corrente, da experiência
de seu pai-de-santo e sem as seguranças
que existem fincadas no terreiro.
Em toda a minha vida mediúnica
eu nunca incorporei um espírito
fora do Centro Espírita ou
do Terreiro porque ninguém
pode trabalhar sozinho. Normalmente
eu os desligo da corrente por estarem
impregnando seus irmãos com
atitudes desse tipo. Entretanto, os
médiuns que jogam cartas de
baralho ou tarô, runas e outros
tipos de atividades esotéricas
têm a minha permissão
porque não deixa de ser um
treinamento leve para as suas mediunidades
e por não estarem se envolvendo
com o perigo dos espíritos
malignos. A bem da verdade sei que
essas pessoas cobram esses trabalhos,
mas não os penalizo por entender
que se alguém quer saber de
seu passado ou seu futuro tem mais
é que desembolsar dinheiro.
O Cigano com quem trabalho diz com
muita graça: o cigano conhece
o passado e o futuro dos outros para
poder viver o seu presente.
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