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A comida
que se oferece ao Orixá é
o Amalá e é um grande
campo de força. Muita gente
pensa que a finalidade de um amalá
é dar de comer aos espíritos.
Erro grosseiro porque o espírito
de luz não tem nenhuma necessidade
de comidas humanas, por não
terem mais o corpo físico.
O amalá é um ritual
que se faz com elementos que vibram
na sintonia dos espíritos,
que eles usam para criar um campo
de força. O amalá reúne
a força do médium, do
Orixá e dos espíritos
que vêm aceitar e se comprometer
a executar o trabalho. Muitos pais-de-santo
que por um motivo ou outro não
possuem terreiro, trabalham com muita
eficiência somente através
das entregas aos Orixás. Em
momentos de dificuldade, para a cura
da saúde, o equilíbrio
e a paz familiar, levantar as forças
pela energia, e muitas outras necessidades,
um amalá bem feito e direcionado
à entidade certa resolve o
problema. Pela quantidade de situações
fica difícil enumerá-las
nesta oportunidade. Cada objetivo
tem que haver um trabalho certo, com
a entidade especialista, e tudo isso
ainda sob a inspiração
de uma intuição. Essa
matéria deve ser analisada
quando estivermos mais aprofundados
nessas nossas conversações.
Vou fazer uma observação
de grande importância: o umbandista
pela sua religião que manipula
e usa a natureza como para seus trabalhos
é um ecologista em potencial.
Qualquer material não biodegradável
não deve ser deixado no local
da entrega do amalá, exceto
as velas que se queimam e derretem.
Se isso não for possível
a pessoa tem a obrigação
de ir um dois dias após levantar
toda a entrega feita. Os materiais
usados nos amalás são:
velas, charutos, cigarros, fumo, caixa
de fósforos entreaberta, frutas,
comidas e bebidas. Todo esse material
são biodegradáveis.
O alguidar que é onde se deposita
a comida, segundo algumas correntes,
forma uma ligação do
amalá com o elemento terra
por ser feito de barro. Mas se a entrega
for feita no chão, o contato
se dá mesma forma, razão
porque recomendo que ao invés
do alguidar, que se faça um
canto bonito com folhas naturais,
como folha de bananeira e outras de
forma larga, e que se use uma porunga
substituindo o alguidar de barro.
Deixar ponteiro e facas que não
têm nenhum efeito no amalá
choca com a natural energia ecológica
do umbandista. Copos de vidro ou copos
de plásticos também
caem no absurdo e no erro, por não
terem nenhuma energia. Para a bebida
deve ser usado um coitê e o
que sobrar na garrafa deve ser jogado
em círculo em volta do trabalho.
Não vejo necessidade das fitas
coloridas, se o trabalho pode ser
cercado com raízes de folhagens
extraídas do próprio
mato.
1)- Todo amalá
deve ter um objetivo específico.
Não se faz um amalá
só por fazer.
2)- O termo comumente
usado para a feitura do amalá
é “entrega”, o
que não está errado
considerando que estamos depositando
materiais para os espíritos
os transformarem em um campo de força.
3)- Deve-se imaginar
que durante a construção
de uma entrega o amor e carinho daquele
que o está construindo, de
certa forma transmite sua energia.
As vibrações do Orixá
ajudam a aumentar a energia do trabalho
que será somado com a do espírito
que for utiliza-lo.
4)- A intuição
deve fazer parte da construção
de um amalá. Existem receitas
das entregas de cada Orixá
ou espírito, mas ele não
deve ser somente uma cópia.
Alguns elementos que devem ser acrescentados
nos amalás, desde que não
fuja da vibração do
orixá a quem se entrega, vem
por intuição.
5)- O médium
só se tornará independente,
ou seja não vai depender da
orientação de um espírito
incorporado, quando ele souber manipular
os elementos que constroem um campo
de força através do
amalá.
6)- Quando estivermos
falando sobre os elementos usados
na Umbanda, como o fundango, ponteiros,
pembas e outros, vamos descobrir que
eles dificilmente devem ser usados
em uma entrega.
7)- Quem faz uma
entrega com materiais que possam agredir
a natureza não deixa de ser
um baita egoísta que não
se importa com a humanidade e o semelhante.
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