Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, sábado, 27 maio de 2017

ENTIDADE FALA SOBRE PODER FEMININO - por Rafaela M. Rocha

Em um trabalho como tantos outros fui cambonear uma entidade feminina. A casa estava cheia e eu precisava deixar tudo certo para que as consultas fluíssem em harmonia e caridade. E ao começarem a vir os primeiros consulentes, a entidade foi transmitindo seu conhecimento por meio das palavras expressas pela médium em uma troca de energia muito grandiosa e iluminada. Muitos de seus ensinamentos giravam em torno de como se viver melhor, mais levemente, acreditando que a felicidade é possível e que a beleza e o amor estão em todas as pessoas.

Para uma das consulentes, a iluminada entidade discursou sobre a beleza e o poder do feminino. Dizia ela: todas as mulheres são muito fortes, todas nós nos conectamos com a terra através do nosso shakra localizado abaixo do umbigo, próximo da região uterina. É esse shakra o responsável pelo poder feminino, pela determinação, sedução, amor, fertilidade e acolhimento com caráter materno. Por isso, prosseguia o espírito de luz, devemos nós – mulheres encarnadas – valorizarmos muito essa região do nosso corpo, caso prefiramos é interessante utilizarmos bastantes saias e vestidos, para que esta energia não fique presa, abafando o shakra e impedindo a fluidez das energias. A entidade apontou para a calça jeans usada pela consulente e disse que este era um material que impedia em muito a conexão do shakra localizado na região uterina com a terra, tornando assim mais difícil a conexão energética.

Faz parte da liberação de poder feminino, também, segundo a entidade, o uso de assessórios que nos embeleze, como flores no cabelo, perfume, brincos e anéis. Porque a vida moderna e agitada permite muito pouco que as mulheres se cuidem e se embelezem tanto por fora quanto por dentro, e que estes assessórios não devem ser esquecidos jamais, pois nos tornam mais cheias de brilho e sedução. Sendo a sedução, a nossa grande “arma” de atração para o campo afetivo. Todo este poder feminino, do qual falava a entidade, se referia no contexto da consulta à capacidade de amarmos e sermos amadas, de podermos conquistar espaço no trabalho, na sociedade, e também no campo sentimental e afetivo. Acreditar na sua própria beleza, na forma como se é por dentro e por fora, na sua própria força de determinação, sonhos e desejos de realizações é o que move o sagrado poder feminino.

Na consulta seguinte, foi-lhe perguntado sobre a felicidade. Algo bastante geral, de certo modo, no entanto a jovem e confusa consulente indagava sobre o que é necessário para que alguém se torne feliz, ou para que ela mesma encontre a felicidade. Tratando esse tema como uma meta a ser alcançada nessa vida. Foi então que a entidade nos ensinou algo bastante interessante, e que eleva o conhecimento sobre sentimentos e sensações aqui no plano material. Explicou ela, que felicidade pode ser alcançada através de coisa nenhuma, ou seja, não é necessário haver subterfúgios, ocasiões ou posses que lhe permitam ser feliz. Felicidade, segundo a entidade é uma frequência de equilíbrio energético, em que se permite estar em paz consigo, satisfeito com a plenitude da vida, respeitando e maravilhando-se com todos os seres e elementos da natureza. Não é necessário comprarmos coisas, ou mudarmos nosso visual para que estejamos felizes, é somente necessário que se equilibre interiormente e que se perceba na paz de tudo ao seu redor, o quanto é pleno o mundo em que se vive, apesar das imensas dificuldades que se apresentam no momento atual.

Ainda nesta mesma consulta, a jovem consulente comenta que já teve vontades de acabar com a própria vida. Vontades, no plural mesmo! Então a entidade comentou que isso não deve ser cometido por nenhum ser vivente. Pois há um lugar para onde vão todos aqueles que põem fim em suas vidas, no outro plano. Afirmou ela, que já precisou “descer” até este lugar e que não é algo bonito e que tampouco tem odor agradável, ninguém iria gostar de passar por lá. E com todo cuidado de uma mãe, segurou as mãos da consulente e lhe pediu que nunca mais tentasse contra sua vida.

Poder ouvir, e agora transmitir em palavras, estes ensinamentos grandiosos, nos leva a refletir sobre tantas coisas diversas. Mas que, sobretudo, a existência e os caminhos que devemos passar neste plano são cheios de renovação de forças, retomadas de fôlego, (re)descobertas sobre nossas capacidades e forças e o mais importante, quanto amor esses seres do mundo invisível tem para nos tomar pelas mãos e nos mostrar os caminhos mais fáceis de se viver e de se conectar com a felicidade.

Rafaela M. Rocha, socióloga e filha de corrente do Terreiro Pai Maneco.

 

Bandeira da Amizade