Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, sábado, 24 junho de 2017

Exu Capa Preta das Sete Encruzilhadas

Entidade: Exu Capa Preta das Sete Encruzilhadas

Médium: Vasco (Gira Sexta-feira)

Relatou que viveu na Europa, como senhor feudal, homem muito rico, poderoso, inteligente, se dizia um Lord, um cavalheiro, porém toda a gentileza se dava apenas quando havia algum interesse, pois com criados, mulher e filhos se mostrava uma pessoa muito ruim.

Para ele não importava o sentimento das pessoas, fazia apenas as suas próprias vontades, e não se sentia nem um pouco com peso na consciência ou arrependido. Tinha a mulher que desejasse, se deitava com esposa, criadas, filhas, prostitutas, e se algum bebe viesse ao mundo com problemas físicos ou mentais, ordenava para fossem mortos, pois aquele ser não seria útil para serviçal. Os criados, esposas e filhas da casa moravam num porão úmido, com ratos, comiam apenas restos, muitos morriam de peste.

Gostava muito de andar na noite, principalmente se não tivesse lua e houvesse neblina, andava com uma capa preta para se proteger do frio, por isso do seu nome Capa Preta. Todos tinham medo. Não hesitava se fosse necessário matar alguém, mesmo que fosse apenas por prazer.

A igreja o perseguia, dizendo que era filho do demônio, mas nunca o conseguiam pegar, ou melhor, não podiam o capturar, pois ele pagava valores a igreja e sabia segredos que condenavam os padres, então não era viável extermina-lo.

Na cidade onde fazia seus negócios, vendia o que produzia, porém como era o único da região, os preços eram exorbitantes, os pobres coitados não podiam pagar, com o pouco que tinham ainda precisavam dar como forma de pagamento, por exemplo, uma ovelha, um cavalo, ainda quando não era o suficiente, precisavam ir trabalhar na fazenda, que muitas vezes por troca de um prato de comida.

Desencanou muito novo, entre 40 e 50 anos de idade de peste, e no seu leito de morte, os criados com pena da situação queriam ir ajuda-lo, mas ele não queria saber de ninguém, e dizia “saiam daqui, não quero ninguém me consolando, porque o diabo já esta me esperando”.

E quando fez a passagem, encontrou com todas aquelas pessoas que havia matado, e o ódio delas consumia toda a sua energia e fazia com que se sentisse fraco e com muita dor, uma dor inexplicável, ficou na escuridão com todo o mal estar por aproximadamente 30 anos. Quando já não mais existia esperança, surgiu uma luz, uma luz tão forte que não conseguia ver o rosto da pessoa, quando se deu conta acordou numa casa muito simples com essa mulher cuidando dele, recordando que ela foi uma esposa em outra vida.

Após sua recuperação no hospital espiritual, foi convocado para decidir de que maneira iria resgatar seu carma, decidiu trabalhar na Umbanda.

Bandeira da Amizade