Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, domingo, 26 março de 2017

Umbanda fez minha vida melhor

por Luciana Dias Souza

Iniciar na umbanda foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida, porém nada fácil.

Nasci numa família extremamente católica, fui batizada, crismada e segui a religião por mais ou menos 30 anos. Quando vim de Minas Gerais para cá, passei a frequentar a Igreja do Carmo e as novenas do perpétuo socorro, mas me perdoem, eu não me sentia muito bem nesses lugares. No meio da missa me dava dor de barriga, enjoo e eu só queria sumir dali. Achava muito hipocrisia, pois via muitas pessoas fazendo inúmeras coisas erradas e indo à missa de segunda a segunda. Posando de bom samaritano e aquilo me deixava louca. Assim, passei a não frequentar as igrejas, assistir às missas e ser uma boa católica.

Entrei numa depressão profunda, comecei a fazer tratamento psiquiátrico e quase enlouqueci. Foi assim que fui parar num centro espírita kardecista em São José dos Pinhais (onde moro) e conversando com o presidente do centro ele me disse com todas as letras que eu estava com obsessor. Imagina como fiquei, pois ele me disse isso mas não me explicou o porque que eu estava assim e nem o que tinha que fazer pra me livrar dele. Mesmo assim, frequentei 2 anos sua casa, ajudando na biblioteca, nos chás do quilo, frequentando as palestras, distribuindo agua fluidificada e tudo mais. Mas achava tudo muito quieto, aquele negócio de falar baixinho, de silêncio ser uma prece, dos fenômenos mediúnicos serem as escondidas, tudo muito escondido, velado me intrigava. Assim mudei de centro e achei uma professora de Teologia espírita formada que dava aulas no sábado das 17h as 19h e aprendi muito com ela. Era um centro alegre, com musica e estudos, pois sou questionadora, gosto de aprender as coisas. Desta maneira, o espiritismo me atraiu e frequentei o Kardecismo por 5 anos. Porém sentia que faltava alguma coisa, algo que me fizesse falar esse é o meu lugar, aqui me sinto bem, útil, em paz e com vontade de estar sem parecer uma obrigação, um fardo pesado.

Através de um grupo de estudos com a Professora Dora, aprendi muito sobre kardecismo e da doutrina espírita. Quando um belo dia a mesma percebendo meu comportamento vago em suas aulas me indicou o Terreiro do Pai Maneco pra conhecer, disse que eu ia adorar e acabar com meu preconceito. E como boa aluna que sou, fiz o que minha mestra falou. Ao frequentar a gira da segunda-feira ainda com o pai Fernando dirigindo me encantei. Foi uma experiência maravilhosa, pois via aquele senhorzinho frágil e ao mesmo tempo tão forte e de uma luz imensa que acabei me apaixonando pelo lugar. A alegria das pessoas, as boas energias que emanavam daquele lugar, me fez sentir viva, alegre, jovem. Em paz, feliz e com vontade de viver e lutar por mim mesma. Passei a frequentar as giras da segunda por quase um ano na assistência, depois fui conhecendo as outras giras da casa e entrei pra corrente na gira do sábado com a Mãe Denise. Hoje ainda sou novata, estou desde o começo deste ano na corrente, mas a virada que a minha vida deu, o meu comportamento de depressivo para alegre, minha evolução como ser humano e pessoa melhoraram graças ao tpm, as boas energias, as vibrações, os médiuns, as entidades de luz, aos dirigentes e irmãos da corrente.

Se soubesse que umbanda era uma religião linda que tivesse tanto a me ensinar, a me ajudar, teria nascido nela!! A umbanda hoje é minha vida, não apenas minha religião. Ela me tornou uma pessoa 200% melhor. Ajudou-me a compreender os meus erros, a não me vitimar tanto diante dos fatos e acontecimentos, a ser mais tolerante, a não julgar, a ter humildade, paciência, a acreditar em Deus, a ter saúde, a me tratar melhor, a respeitar as diferenças sociais, aceitar as minhas limitações, agradecer todos os dias, a encontrar amor, compreensão, a ser mais espiritualizada e ver todos como irmãos. Se hoje eu sou um pouquinho melhor, foi graças a UMBANDA.

SOU UMBANDISTA COM ORGULHO E AMOR. UMA RELIGIÃO QUE ME ACEITOU E ME TRASNFORMOU COM AMOR.

Com açúcar e afeto.
 

Categoria: Espaço do Médium.