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Novembro 2009

Um dia encontrei-me com o famoso e saudoso pintor paranaense Wilson de Andrade Silva. Durante a conversa disse que estava estranhando que em suas últimas telas o céu estava carregado com um azul muito forte, longe da delicadeza que costumava pintar. Com um olhar característico do sensível e bondoso artista, simplesmente respondeu: “eu ando muito triste...” Bem, se um homem com a sensibilidade do Wilson transportou para a tela o estado de sua alma, mais do que compreensível que eu transporte para meus textos os sentimentos que tenho no momento. Isso é uma tentativa de justificar a grosseria do texto da Minha Opinião de Outubro, embora de nada eu esteja arrependido. Até sinto-me cheio de razões e então quero encaixar e criticar a recente manobra dos deputados em aprovar o calote oficial dos precatórios. Falta o senado aprovar. Adivinhem o que vai acontecer...

Falei do sofrimento da família do João Henrique. Hoje quero falar do sofrimento da família do menino que propositalmente o atropelou. Sei e tenho certeza que em nenhum momento ele pretendia matar o João. Foi uma explosão de uma pessoa em total desequilíbrio emocional. E por quê? Só pelo mal estar da cor da camisa do time adversário? Claro que não. Devemos pensar no desequilíbrio emocional causado por razões que desconheço, mas com certeza presentes na conturbada juventude. Também tenho certeza que essa família está sofrendo muito, mas muito mesmo. Infelizmente ninguém nada pode fazer, nem trazer para a vida o espírito do João Henrique e nem mesmo justificar e atenuar o crime cometido. São duas vitimas do descaso do governo.

Não posso e não quero julgar, mas independentemente do caso João Henrique, a violência está fazendo parte dos jovens. Também não adianta só ficar culpando os políticos. Temos que ter nossa participação na tentativa de uma solução, mesmo que ela seja utópica. Acenei para os Umbandistas postarem comentários no blog do Pai Maneco. Apesar das 10.000 visitas mensais, foram poucas as postagens, e assim mesmo mais como um meio de desabafo e revolta do que propriamente uma sugestão.

Um grande movimento em nosso Terreiro está sendo formado junto às autoridades por pessoas já mencionadas em nosso blog, com a intenção de sermos parceiros ativos para colaborar que a juventude seja mais branda e respeitadora.

Vou deixar mais dois dias o tópico no blog e depois ele será encerrado. O que pudermos colher será encaminhado às autoridades competentes e tudo será amplamente divulgado entre todos.

Todos nós precisamos de paz.

Essa é a Minha Opinião!

Outubro 2009

Enquanto estou escrevendo este texto a família do João Henrique está sofrendo o resultado da violência que ultrapassou os campos do futebol e está nas ruas da Cidade. O querido menino de vinte um anos foi atropelado por um torcedor do time adversário que o fez de propósito. Eu vou me juntar à equipe dos revoltados.

Que País é esse que enquanto o Presidente da República fica se gabando de ser Corintiano não se preocupa com a violência de sua torcida nos dias de jogos? E isso se espalhou pelo Brasil inteiro? E assim mesmo nossos governantes lutaram para trazer ao nosso povo um Campeonato Mundial? Enquanto o Presidente chora de emoção pela vitória de sediar um campeonato, várias famílias choram a perda de seus entes queridos vitimados pela violência gerada pelo fanatismo das torcidas. Dinheiro é mais importante? Dólares? Será que a família do João Henrique vai assistir os confrontos de jogadores que só demonstram um profissionalismo movido pelo interesse financeiro? E as torcidas? Será que os estádios vão ter jaulas para deixarem esses animais separados dos João Henrique, pessoas mansas, de coração cheio de amor e carinho?

Que País é esse que a nossa Casa maior, a Câmara dos Deputados, vai abrir o jogo do bingo? Será que temos que acreditar que tudo está sendo feito pelo interesse do povo? Ninguém vai receber algum por fora? Não sei se é burrice ou muita esperteza. Não entendo como isso pode ser bom. Que tal ao invés da malandragem nossos dirigentes se preocupassem mais com a segurança do povo? Mas de verdade? Sem mentiras?

Que País é esse que o Presidente está preocupado com a Paz Mundial e deixa meninos serem mortos só porque torcem por times diferentes?

Que País é esse que uma Caixa Econômica Federal, que cuida do dinheiro do trabalhador brasileiro fica com portas fechadas quase trinta dias porque não cumpre com a justiça salarial com seus funcionários? E o trabalhador que não recebeu seus benefícios vai ser ressarcido dos prejuízos causados pela má administração da Caixa?

Que País é esse que deixa sua gente morrer assassinada pelo efeito das drogas? E essa droga que torna pessoas assassinas?

Não me sai da cabeça que quatro jovens queimaram um índio com álcool e depois disseram que não sabiam que foi um engano, pois pensaram que fosse um mendigo. Pode? Que cultura é essa?

E o futebol, a tal alegria do povo, hoje é arma perigosa e que pode matar nossos filhos e netos. E os dirigentes lamentam. Claro, só lamentam, mas depois passam sorridentes no caixa da administração publica.

Que País é esse que está comprando aviões de guerra? Vai lutar contra quem? Para combater bandidos não precisa de avião, mas de delegados e policiais competentes.
Pelé, socorro! Ponha ordem nesse futebol. Reúna-se com os craques do passado e exija respeito pelo futebol que outrora foi bom. Não deixe mais matarem os João Henrique.

E os dirigentes da Umbanda, até quando vão continuar estendendo o chapéu pedindo respeito e não dizem nada quando seus filhos são assassinados?

Que País é esse que em sua Lei diz ser estado laico e faz acordos do interesse do Papa?
Sei que não adianta viver na fantasia. Tudo que eu escrevi todos sabem e sentem. Meu texto e minha revolta vão para o baú do esquecimento. Junto com o sofrimento dos familiares do João Henrique.

Talvez tenhamos que ter paciência e usar a única arma que temos: o voto! Quem sabe se o povo eleger deputados e senadores novos e os velhos fossem trabalhar na picareta o Brasil volte a sonhar com sua liberdade e segurança que merece.

Eu como sou anarquista convicto continuo fazendo parte do Movimento dos Sem Governo.

Fui informado que a Federação de Umbanda do Paraná vai tomar uma posição sobre a violência nos estádios. Tomara!
Essa é a Minha Opinião!

Setembro 2009

Todos conhecem o Peter Pan, o adorável menino velho tipo Dorian Gray. Vivia na terra da mentira com um monte de crianças. Era o líder que cutucava a paciência do pirata de uma só mão e outra de gancho, o cobiçado petisco de um persistente crocodilo. Ele foi interpretado nos filmes americanos por vários artistas, desde o extraordinário Johnny Deep até o chato do Robin Williams. Eu achava o ponto alto da linda história infantil a simpática e vibrante fadinha que era chamada de Sininho espalhando um pó mágico para todos poderem voar e quem era abençoado com isso ganhava o direito de fazer looping no céu. Coisa legal! Cada vez que assisto um filme do Peter torço e vibro com sua bravura. Se ele tivesse uma perna só ia confundi-lo com o Sacy Pererê, dada sua peraltice e bravura.

Já deu para todos verem que tenho meu lado infantil e sonhador. Nada errado para um homem que como muitos outros projetam nas mentiras dos filmes seus momentos que adorariam que fosse verdade. Sempre que assisto uma nova versão do meninão orelhudo queria estar no lugar dele para sacar o gancho da mão do capitão e em seu lugar por um saca-rolhas. Acho que seria mais útil. Eu gosto de pensar em filmes e seus temas. Eu me imaginava diretor de cinema para mudar toda a versão dos filmes romanos x cristãos. A minha cena seria que viria algum anjo do céu e os leões comeriam os romanos e os cristãos ficariam vivos. Bem, sonho é sonho! Ele é meu e por isso o construo como eu quiser. Nunca deixaria o King Kong cair do alto do edifício. Eu diretor, o macacão ia virar sagüi para viver e morrer no colo da moça por quem ele se apaixonou. E tem mais, a mãe do Bambi não ia morrer porque o caçador ia errar o tiro e acertar o seu pé. Duvido que sobre tudo isso que falei milhares de homens já não tenha pensado igual. Será que todos esses sonhos podem ser levados para a nossa vida comum? Social, profissional e familiar não pode. Eu não poderia freqüentar roda dos adultos, não poderia concorrer a nenhum cargo profissional e minha mulher não se conformaria em ser casada com um menino travesso. Só me sobraria a espiritual, onde vivo só eu e mais ninguém. Volto a ser um competente sonhador. Sou o baita médium chamado Peter, vivo no mundo dos espíritos onde todos podem voar, ninguém fica velho e a única desvantagem é que todos já estão mortos. O meu mundo não tem época. A Sininho seria o meu Anjo da Guarda e o Capitão Gancho o Exu Pirata que é perseguido pelo baixo astral. E dá para viver assim na mentira? Na criação imaginativa? Em um lugar onde não existe ordem, respeito ou incentivo para continuar se vivendo? Claro que não. Volto então à minha real vida espiritual como de pai de santo na Umbanda.

Apesar de gostar da fantasia, não posso admitir que ela seja aplicada na Umbanda. Tiro de mim o pó mágico da Sininho e suave e lentamente desço até sentir os meus pés no chão. A terra me faz vibrar, ela é a nossa Verdade, a que tem todos os elementos mágicos e divinos, ela é a expressão da Natureza, a mãe da Umbanda. Minhas raízes tremem e eu volto a ser aquele irreverente Ogum que não admite a mentira, a farsa, a cobrança material, o Exu agente do mal, o sangue como energia de trabalho, as fantásticas histórias dos espíritos criadas não sei por quem, a mistura das religiões, a prepotência dos dirigentes, a vaidade dos médiuns, a briga em nome da religião, a tentativa destruidora da má palavra, a incompreensão com os novos adeptos, a exigência burra de respeito a quem não deve, o medo da perseguição dos inimigos da Umbanda, os discursos incompetentes de lideres de outras religiões, a exibição das mediunidades, a intolerância, a falta do amor, o medo, a falta do respeito e a disputa de lideranças. Líder não é eleito, indicado ou nomeado. Ele é escolhido e não cabe disputa dessa posição. A filosofia do Terreiro do Pai Maneco é amor, alegria, respeito, caridade e humildade.

Essa é a minha opinião!

Agosto 2009

Eu tinha uma admiração muito grande pelo Leonel Brizola, com aquela sua fala mansa, marota e bandida às vezes. Era carismático e eu acompanhei entusiasmado a sua trajetória política. Sempre depositei meu voto quando era candidato. Politicamente ambicioso mudou seu domicilio eleitoral para o Rio de Janeiro e conseguiu ser eleito governador. Foi neste mandato que deixei de gostar dele. O Brasil e parte do mundo estava indignado com o famoso arrastão dos moleques na praia de Copacabana no Rio de Janeiro. Eu também fazia parte dessa massa revoltada porque ninguém admira a violência e a malandragem. Esperava ansioso a palavra do Leonel Brizola, pois esse fato aconteceu durante a vigência de seu mandato. Infelizmente o meu líder perdeu as estribeiras e declarou que os meninos precisavam de piscinas publicas o que evitaria que vivessem na marginalidade. Rasguei minha carteirinha de fã do governador. Ele não soube respeitar a dignidade de seu líder, o falecido Getulio Vargas, fazendo uma declaração revoltante e indigna do povo brasileiro que está longe de aceitar papo furado de político profissional. Minha fé no anarquismo ficou mais forte. Então, desde aquele episódio eu não fui mais para o Rio de Janeiro. Minha impressão de Copacabana era as cenas que assisti nos canais de televisão. Claro que não foi o arrastão que me fez não visitar mais a Cidade, mas a minha preguiça costumeira de deixar as minhas coisas de casa. Só mesmo a Umbanda e o Ronald, Mauro e Luna para me fazerem viajar para lá. Ah, também as promoções das passagens aéreas pesaram na minha decisão.

Saí de Curitiba domingo com chuva e temperatura de seis graus. Cheguei no Rio com sol e temperatura acima de vinte e cinco graus. Já fiquei feliz. Fui passear na praia do Ipanema. Mulheres feias, bonitas, moças e velhas. Homens fortes e fracos, moços e velhos. De todo tipos iam e vinham, uns correndo outros andando. Um verdadeiro festival de saúde e felicidade. Procurei algum marginal. Acho que o Brizola construiu as piscinas, porque não vi nenhum pedinte ou pessoa mal encarada. Ao contrario, os cariocas estavam muito mais cariocas. Que povo gentil! A Cidade do Rio de Janeiro simplesmente está maravilhosa. Nas ruas não vi nenhum lixo exposto ou sujeira nas ruas. Grande Sergio Cabral. Fiquei seu fã. Não tanto, mas fiquei. À noite olhei o Paizão todo iluminado e braços abertos, prognosticando que a minha ida ao Rio de Janeiro seria recompensada. E foi. Inauguramos o Terreiro do Pai Maneco no Rio de Janeiro, com uma gira cheia de força e alegria. Foi lançada a semente. Acho que agora devo voltar com mais frequência a esse lugar abençoado, mesmo porque já tirei da idéia o arrastão e tenho vivo na minha lembrança tudo de bom que assisti e vivi nesses três dias. Acho que o Terreiro do Pai Maneco vai crescer nessa Cidade mais que Maravilhosa.

Essa é a Minha Opinião!

 

Julho 2009

Eu estava passeando na minha chácara na serra do mar. Em uma subida íngreme dentro de mato segurei uma árvore para dar um impulso. Levei um susto porque no meu braço sentou o Zé Carioca, um tucano do peito amarelo e que foi criado dentro de casa. Outro barulho chamou minha atenção e no meu pé estava a Filomena, uma fêmea de Jacu, também domesticada. Naquele momento senti toda a beleza da Natureza e dessa abençoada serra do mar, pois eu estava apoiado em uma árvore acompanhado por duas aves selvagens que não tinham medo do bicho homem. Respirei o oxigênio diferenciado e senti bater no meu rosto a suave sombra das centenárias árvores. Repensando aquele momento lembrei-me que vi um documentário de um esportista voando com uma asa delta e um gavião também domesticado acompanhando-o, ora exibindo seu majestoso vôo, ora pousando ao lado de seu dono. Lá embaixo apareciam as praias do Rio de Janeiro. Naquele momento esse homem era o rei do céu. Imaginei sua visão lá de cima. Um pensamento puxa outro e lembrei-me do caso de uma estudante do badalado Colégio N.S. de Sion que em uma redação escreveu que além do leite da carne e do couro, as vacas nos davam os ovos. No raciocínio do passado, o Presidente Eurico Gaspar Dutra, em 1945 deixou milhares de pessoas sem emprego ao decretar a proibição do jogo de azar no Brasil. Cassinos caríssimos tiveram que fechar suas portas e, pior, seus salões de dança onde os artistas brasileiros sempre tinham um lugar para se apresentar. O paulista Monteiro Lobato criou um sítio, o do Pica-pau Amarelo para de lá dizer que o Petróleo é nosso. Tudo isso, sei bem, é um emaranhado de pensamentos soltos e desorganizados. Cai, então, na minha realidade. A serra do mar é constantemente destruída pelos homens, os tucanos já quase não têm para onde ir. Em função disso o oxigênio já não é tão puro assim. Lá do alto o rei do céu e seu gavião viam uma praia destruída pela poluição. Agora os políticos querem abrir os bingos oficializando a volta do jogo que o Marechal tão drasticamente tinha acabado. E o Monteiro Lobato lá da Aruanda com dona. Benta, a Vó Anastácia a esperta boneca Emilia e sua turma, torce que nosso Presidente venda o álcool e guarde para nós o petróleo. Falar em Presidente, o nosso é um forte candidato ao Nobel da Paz. É mole?
Para que no futuro possamos andar com aves e animais silvestres pelas matas do nosso Brasil é necessário que todos tenham a consciência de que devemos preservá-la ao invés de agredi-la. A Umbanda já está divulgando essa nossa obrigação. Voar em asa delta deve ser maravilhoso, mas com um gavião ao lado só se a Natureza não for destruída. As casas de jogos de azar e os pontos de venda de drogas deviam fechar por falta de fregueses. Ler e reler os livros dos antigos historiadores devia fazer parte das atividades dos umbandistas.
O erro da aplicada aluna que confundiu vaca com galinha não foi por sua culpa, pois nunca tinha visto uma vaca ou uma galinha ao vivo, tal era o total descaso de seus pais que não se preocuparam em mostrar isso para ela. Então amanhã, se o Umbandista cortar árvores, matar pássaros e animais, ficar viciado em drogas e no jogo e não zelar pelo ambiente planetário a culpa será nossa, dos dirigentes que não soubemos transmitir ensinamentos corretos aos nossos filhos de Umbanda. Acho que no mínimo uma vez por mês os dirigentes deviam levar seus comandados para uma visitação nos matos, campos e praias. Sem trabalho, sem entregas, sem nada exceto o aprender a viver e evidenciar a Natureza. Fechar os olhos e tentar diferenciar os vários barulhos, cantos e piados que não haviam notado.
Vamos enaltecer a Umbanda. Correta, sem destruição e poluição nas matas, rios e mares, defendendo a qualquer custo a preservação de nossas riquezas, inclusive o total e irrestrito reconhecimento de sua nacionalidade brasileira e uma radical postura contra os vícios do jogo, do fumo, do álcool e das drogas. E também está na hora da Umbanda tomar uma posição definida sobre o uso do sangue e sacrifício de bodes e galos. Ela não pode ser a favor.
Essa é a minha opinião!

Junho 2009

Eu não sei como foi o inicio da Umbanda, mas quando ela foi oficializada com certeza já era praticada pelo povo. Provavelmente de forma tímida, escondida dos inimigos declarados, as igrejas cristãs e a policia radical. Mas todos nós sabemos que ela foi criada, espalhada e confirmada pelo povo. Concluo, então, que o anuncio de sua existência foi a síntese do que o ele falava, queria e praticava, e sem essa força das massas ela não existiria. Pela timidez não foi revelado nenhum dono, líder ou pregador da doutrina.

Sempre sonhei em ver uma Umbanda revelada pela simplicidade popular. Livros, palestras, discussões e teorias existem bastante. Mas não é o povo que escreve, fala, discute ou explica.

Buscar a verdade é tentar alcançar o inicio do arco-íris. Ela existe, mas está espalhada entre o povo e é ele quem tem que ser ouvido.

Sempre admirei a modernidade, a ciência nova, as experiências arrojadas e a ousadia em falar e escrever. Ficava impressionado com a intimidade do jornalista Davi Nasser que apelidou o Presidente da Republica Juscelino Kubistchek de Oliveira de “adorável cafajeste”. Quando o satélite ainda não fazia parte de nossa ciência e, por conseguinte, a televisão ainda não existia em nossa cidade, algumas pessoas tentavam com suas enormes TVs importadas captar imagens projetadas pela lua, o legitimo satélite da terra. Às vezes até conseguiam, cheias de defeitos, ruídos e chuviscos, mas conseguiam. Não queriam assistir os programas de São Paulo, era o prazer de superar o difícil. E eu, ainda jovem, admirava aquela turma.

Quis experimentar, como dirigente de terreiro, um contato direto com os umbandistas. Sempre premiando a modernidade, tentei aconselhado por meu neto criar um Blog. Chamei Blog do Pai Maneco. Estou surpreso, não só com a quantidade de acesso, chegando a trinta e uma mil páginas visitadas no ultimo mês, mas como a sede dos blogueiros de trocarem idéias sobre a religião, até mesmo com certa ingenuidade nas perguntas, muito embora outras sejam de excelente visão. De todo tipo. Fiz um tópico chamado Tema Livre, e já estou no Tema Livre n.5 porque extrapolou a quantidade de tópicos permitidos na capacidade do blog. Do dia 23 de Maio até hoje, dia 16 e Junho, foram postados mais de novecentos comentários. Sem nenhuma duvida que esse canal de interação e comunicação dos dirigentes com os médiuns tem um alcance impressionante, atingindo vários países, o que demonstra que a Umbanda já faz tempo saiu de seu cantinho modesto e deu um grito revelando sua existência brasileira.

Se outros dirigentes criassem também seus blogs, tenho certeza que a nossa religião iria ser muito mais popular, mesmo porque, quero render minha homenagem ao povo que sabe as coisas que escreve, sem medo e com muita autoridade. Sei que muito dirigente iria encolher-se e ter que escrever o “não sei responder”. Isso mostra que só assim podemos sepultar a mesmice dos conceitos e abrir a comporta da razoabilidade para o exercício limpo da doutrina espiritual popular que recebeu o nome de UMBANDA. Nasceu com o povo e será modernizada pelo povo.

Essa é a Minha Opinião!

Maio 2009

O Rio de Janeiro sediava o Distrito Federal. Naquele tempo era a Cidade Maravilhosa, onde o malandro do morro transmitia a figura do sambista simpático, alegre e camarada. A bola rolava nos campos de futebol e o nosso jogador era o artista. O carnaval explodia de alegria e Copacabana era o orgulho dos cariocas. Os políticos viviam nesse paraíso.

O Brasil era tido como o Berço do Evangelho, segundo diziam os espíritas e profetas. Os espíritos de luz, para salvar o mundo, reencarnaram no Brasil, a terra pura e nova, ecológica e imensa, rica e ainda inexplorada.

A Umbanda já tinha sido criada em 1908, mas punha medo no povo e o preconceito ficou forte. Qualquer som de atabaque que identificasse um terreiro imediatamente a policia prendia todos seus membros. Enquanto os malandros e jogadores eram venerados, o umbandista era considerado o marginal da religião afro brasileira, o matador de frango e cabrito, o macumbeiro.

Juscelino Kubistchek, o adorável Presidente do Brasil, prevendo talvez que os malandros se tornassem os reis da droga, do vicio e do crime e os malabaristas da bola de campo fossem migrar para fora do País, o carnaval virasse meio de vida e ponto de briga entre escolas profissionais do samba e Copacabana fosse palco de arrastões dos pequenos ladrões, resolveu tirar o Distrito Federal do Rio de Janeiro e de uma forma arrojada, levando tijolo e cimento de avião, construiu Brasília. Só não poderia imaginar que estava construindo uma fortaleza para os políticos. Na verdade sua verdadeira intenção era tirar o Distrito Federal do litoral por medida de segurança, muito embora a bomba teleguiada já fizesse parte do arsenal mundial da guerra. Mas o Presidente Juscelino era bem intencionado, apesar de ter inflacionado o País e enterrado os trilhos do transporte ferroviário em favor da indústria do automóvel. Acho que o Lula já anunciou que vai voltar com o trem bala. Rio a São Paulo e São Paulo ao Rio. Curitiba será atendida daqui uns anos.

A Umbanda fez 100 anos agora e está muito mais respeitada. Já está considerada a nossa religião, em vias de fazer parte da cultura imaterial brasileira.

Os políticos estão se ajeitando dentro de uma vitrine que está cada vez mais transparente. Os maus estão sendo descobertos e os bons estão cutucando as tocas para que as ratazanas saiam e mostrem suas caras. O seresteiro Juscelino iniciou e o peladeiro Lula está com intenção de por as coisas em ordem.

Acho que o Brasil ainda vai ser o berço do evangelho e para isso os espíritos de luz criaram a Umbanda, que vai proteger o brasileiro e seus políticos. Para isso a Umbanda tem que acordar e não se deixar esmorecer em sua caminhada agora que somos a opção da religiosidade brasileira. Vamos analisá-la:
Uma religião que prega a igualdade não pode se gabar de ter hierarquia.
Uma religião que prega a humildade tem que sair do pedestal da prepotência e todos os dirigentes devem se tolerar.
Uma religião que prega a defesa na Natureza não pode deixar lixos nos seus trabalhos.
Uma religião que prega a saúde não pode fumar e beber.
Uma religião que prega a caridade não pode receber moedas em troca de seus trabalhos.
Uma religião que prega o amor pelo semelhante e o respeito à vida não pode matar bichos e usar seu sangue como elemento de evolução.
Uma religião tão cheia de coisas boas tem que acordar.

Essa é a minha opinião!


 

Abril 2009

Nunca fui simpatizante de federações ou confederações pelo simples fato que não senti em nenhuma delas a clareza das suas idéias e uma firme proteção dos seus associados. Por isso o Terreiro do Pai Maneco, que eu represento, nunca foi filiado a nenhuma entidade. Agora eu pedi a filiação do terreiro à Federação de Umbanda do Paraná. Sempre defendi que a Umbanda é Umbanda e Candomblé é Candomblé. Eu sou da Umbanda, mas jamais seria contra o Candomblé. Cada um tem os seus fundamentos e não devem se misturar. A simplicidade do nome Federação de Umbanda do Paraná e a aprovação de seus novos estatutos com itens de grande importância ganhou a minha simpatia. Destaque para esse artigo:

ARTIGO 3º - A FUEP tem por finalidades:

I – Congregar e representar os Templos Religiosos Umbandistas (Associações, Cabanas, Centros, Tendas, Terreiros e demais denominações), seus médiuns e freqüentadores, associados nos termos do presente Estatuto, com os princípios Éticos, Filosóficos, Doutrinários e Religiosos, promovendo a mais estreita harmonia e fraternidade, e respeitando a diversidade das formas de culto, ressalvados os seguintes princípios gerais:
• Não realizar em hipótese alguma o sacrifício ritualístico de animais, nem utilizar quaisquer elementos destes em ritos, oferendas ou trabalhos.
• Não cobrar pelas consultas, atendimentos e trabalhos, a Umbanda é caridade;
• Respeitar o livre-arbítrio das criaturas;
• Não realizar qualquer ação que implique em malefício ou prejuízo a alguém;
• Preservar e respeitar a natureza do planeta;

A Federação foi fundada em maio de 1968, existindo já oficialmente há quarenta anos. Isso não se joga pela janela. Sabendo disso o Paulão e o Marco Boeing resolveram engrossar a qualidade do bom momento que a Umbanda está vivendo e assumiram essa entidade, demonstrando uma filosofia definida ao aprovarem esse estatuto.

O propósito dos dirigentes é enaltecer a religião e ajudar os filiados prestando interessante serviço cartorial e social, inclusive estudando contratos de planos de saúde para atender os associados da Federação, além de muitas idéias ainda não divulgadas. Acho que essa posição já faz por merecer todo nosso apoio.

Acho que nossa legislação é muito frágil ao permitir registros e alvarás de funcionamento para federações que não mantêm um cadastro razoável de associados, o que permite que muitos aventureiros se aproveitem para receber benefícios próprios. Claro que existem ainda muitas federações que merecem nosso respeito pela sua tradição no meio da Umbanda e do Candomblé, mas é bom os associados exigirem a transparência de suas ações.

O Terreiro do Pai Maneco está apostando no Paulão e no Marcos e vai se filiar a essa Federação e ainda vai incentivar seus médiuns a fazerem o mesmo individualmente. Ao menos enquanto estiver em vigência o artigo estatutário que me encantou.

Essa é a minha opinião!

Março 2009

Uma corrente de Umbanda apesar da natural diferenciação cultural tem como objetivo comum o desenvolvimento de sua espiritualidade através de treinamento de sua mediunidade. Ninguém conseguirá atingir a sua plenitude mediúnica se não houver intimidade com os seus dirigentes, muito embora o respeito deva ser o peso do relacionamento correto.
Existe muita confusão na organização da Umbanda, produto de falsos conceitos tanto dos dirigentes como dos dirigidos. A hierarquia não tem um comportamento condizente com a liberdade aceitável no exercício de uma religião. O jugo inexplicável que se submetem os médiuns de corrente à hierarquia ameaça a Umbanda de ser uma cópia do catolicismo, onde o sacristão obedece ao padre e o padre beija a mão do bispo. E isso não é imposição dos dirigentes, mas uma tradição da religião que serviu durante uma época.
O nome hierarquia é muito pesado para uma religião que prega a humildade e a igualdade entre os seres, e sua presença define a idéia de mandos e obediências.
Pai-de-santo, mãe-de-santo, pai-pequeno, mãe-pequena, capitães e ogans formam a equipe de mando em um terreiro.
Os ogans são os responsáveis pelo conjunto musical do terreiro. Cantam e tocam o que a hierarquia manda.
Os capitães põem ordem na gira em uma cega obediência às determinações do pai ou mãe-de-santo. Mandam e desmandam nos médiuns da corrente, permitem ou proíbem as incorporações.
O pai ou mãe-pequena são os substitutos do pai ou mãe-de-santo.
Para quem está lendo esse texto, pode dar uma impressão que o assunto é irrelevante, mas não é. Todo o funcionamento de uma casa de Umbanda vai refletir na qualidade da religião e, por isso, ele deve ser feito com muito critério e bom senso.
Apesar desse comportamento estar enquadrado dentro da normalidade, acho que devemos iniciar umas modificações. Por exemplo, tornar como verdade: quem manda no terreiro são os espíritos e não os dirigentes; os capitães serão auxiliares no terreiro com o objetivo principal de ajudar os membros da corrente; os ogans vão aprimorar a força dentro de uma suavidade agradável na musicalidade do terreiro; e, finalmente, os membros da corrente terão nos capitães os grandes amigos para receberem orientação e apoio nas suas dificuldades no desenvolvimento de suas mediunidades. Esses fatos na maioria das casas organizadas já estão sendo praticados, mas falta o mais importante: a participação reconhecida dos médiuns, novos ou velhos, iniciantes ou já práticos, pobres ou ricos, cultos ou incultos ou seja qual for sua colocação, como membro efetivo da hierarquia da Umbanda, mesmo porque eles sairão da cômoda situação de simples comandados para a importância de sua função que é praticar a caridade, desenvolver sua mediunidade com o interesse único de evoluir espiritualmente e serem os verdadeiros pregadores das coisas boas que se pratica dentro da religião brasileira.

Essa é a minha opinião!

 

Fevereiro 2009

Nunca participei, mas sei que existem no mundo inteiro reuniões religiosas dentro dos lares das pessoas. Os espíritas tradicionais são especialistas nisso. Chamam o Culto ao Evangelho. Não sei se fiz confusão com os católicos, mas isso não vai aqui fazer nenhuma diferença porque só quero exemplificar. Acho a Umbanda muito primaria nessa tão linda atividade. Quando se fala em Umbanda a idéia é magia e histórias de horror. As coisas bonitas não são faladas. Talvez a culpa seja do umbandista que não gosta de ser carinhoso e comum. A notabilidade é um sonho presente em todo iniciante, isto é, nos dirigentes também. Tem gente tão desentendida que diz ser errado cantarolar pontos musicais da religião.
Nas cidades onde existem terreiros bem estruturados, sérios e que não cobram nada pelos serviços prestados, as pessoas têm onde buscar um axé e conhecimento. Por vários motivos, muitas pessoas não podem ou não têm a possibilidade de ir a um terreiro, mas querem estudar a religião e, de uma maneira simples, cultuar os Orixás da Umbanda.
O Didi, um médium do nosso terreiro mudou-se para a Bahia e instalou seu domicilio em uma praia daquela terra abençoada. Foi falar com o Pai Maneco confessando sua tristeza por ter que deixar o terreiro e não ter mais a possibilidade de conversar com ele. O paizão recomendou: “todo mês, durante a lua crescente, você faça um jantar para mim, fique concentrado que eu vou dele participar.” Encerrou recomendando o cardápio. Hoje o Didi já reúne mais de trinta pessoas no jantar, todos de branco, cantam pontos, falam e conversam sobre a Umbanda e muitos doentes, convidados pelo anfitrião e provavelmente indicados pela entidade homenageada receberam o beneficio da cura e da saúde mental. Hoje são umbandistas devotos. Não precisaram de terreiro para isso. Já está ficando tradicional o encontro no jantar do Pai Maneco onde a única magia que se pratica é a do amor. O interessante dessas reuniões é que a comida não é oferecida à entidade em forma de amalá ou criação de força. Ao contrario, os espíritos são convidados e a dividem com os encarnados.
Varias pessoas, inclusive de países europeus, têm nos pedido orientação como devem fazer para ter proteção dos Orixás para seus trabalhos de caridade que fazem por várias formas. Fiquei impressionado com uma pessoa em Lisboa que atende com conselhos e ajuda material às mulheres perdidas na prostituição e, claro, também quem lhe bate a porta. É um trabalho de amor, isolado e feito em nome dos Orixás da Umbanda. Não existe trabalho de magia, não fuma, não bebe, não tem terreiro e muito menos pai-de-santo. Só trabalha com o amor, o mais forte elemento da magia.
A Alice, mãe-de-santo em Florianópolis trabalha com seu grupo semanalmente. Ela não tem um terreiro construído, nem conga ou segurança implantada. Está fazendo sucesso. Seu terreiro é a praia, seu chão é a areia, seu teto são as estrelas - ou chuva, tanto faz e sua força vem do mar. Tem lugar melhor?
Já recebi as devidas orientações para que o Terreiro do Pai Maneco preste assistência e proteção espiritual para todas essas pessoas que trabalham dentro do principio da caridade e do amor.
Voltando ao culto familiar aos Orixás, um grupo pode se reunir, ler e trocar idéias sobre as histórias dos Orixás, suas atuações e influencias nas pessoas, cantar pontos, ler trechos de livros, conhecer a história da Umbanda, aprender sobre banhos de ervas e falar e falar sobre os espíritos. A única proibição é se falar em magia. Isso fica restrito aos terreiros organizados.
Esse assunto, que será o inicio da libertação dos seguidores da Umbanda e o inicio do fim do império dos dirigentes, deve ser otimizado pelos terreiros independentes e aplicado como mais uma forma de desmistificar nossa religião.

Essa é a minha opinião!


Janei
ro 2009

Não é do meu estilo analisar, reclamar ou enaltecer o passado. Sou daqueles que vive o dia de hoje preparando um amanhã melhor. Ensinamento do Pai Maneco inteiramente absorvido por mim. Mas vou fazer uma exceção falando sobre o ano que passou. Ele foi para a Umbanda uma fada madrinha. Um toque mágico e a nacionalidade da religião foi finalmente reconhecida como brasileira. E por isso o governo do Brasil tem que apadrinhá-la e recomendá-la como nascida da nossa cultura. Isso aqui, no Paraná já aconteceu. A Assembléia Legislativa de nosso Estado criou o dia 15 de Novembro como data oficial da Umbanda em todo o Estado do Paraná e assumiu a obrigação de tutelá-la. Na Cidade já existia esse ato criado pela Câmara Municipal. E, além disso, as duas casas representantes do povo abriram sessão especial para homenagear o dia Umbanda. Foi grande a presença de nossa gente.

Não sou adepto de festejar datas, porque elas fazem parte do tempo, e ele, o tempo, não existe. Mas não posso deixar de enaltecer o centenário da Umbanda no dia 15 Novembro. Umbandistas do Brasil inteiro reverenciaram a data. E isso foi feito com inteligência e sem exageros.

Há uns quinze anos atrás assisti uma reportagem com um padre de Niterói-RJ. Simpático era afável com o entrevistador e trazia embaixo do braço um surrado violão. Indagado por que a Igreja Católica estava perdendo tantos adeptos ele de imediato apertou o violão e sentenciou que se a Igreja não cantasse iria perder muito mais. O canto, a beleza musical e o samba brasileiro estão dentro da Umbanda. Diante dessa inteligente revelação do padre iniciei uma luta para conscientizar nossos médiuns que a seriedade dos trabalhos da Umbanda pode ser apoiada pela alegria de uma musica de bom gosto. Neste ano que passou a Umbanda cantou e cantou. Grupos musicais e cantores famosos enalteceram o tema musical dos Orixás da Umbanda. No dia 15 de Novembro a engoma do terreiro do Pai Maneco deu um show de alegria e competência e arrancou entusiasmados aplausos do grande publico presente na Ópera de Arame, tradicional local da Prefeitura Municipal gentilmente cedido aos umbandistas para reverenciarem o centenário da Umbanda.

No encerramento de nossas atividades mais de mil médiuns reuniram-se em nosso terreiro e fizeram gira impecável e alegre.

Novos autores escrevem sobre a Umbanda de uma forma bonita, diferente, alegre e esclarecedora. Novos conceitos estão sendo criados em livros simples e de excelente qualidade.

Na modernidade da comunicação pela internet e seus segmentos, os umbandistas do mundo todo conversam, trocam idéias e cobram atitudes mais definidas dos dirigentes. E nessa área o Terreiro do Pai Maneco também teve uma presença marcante. O site www.paimaneco.org.br teve ao longo desses últimos 365 dias a incrível marca de 1.968.848 (um milhão novecentos e sessenta oito mil e oitocentos e quarenta oito) páginas acessadas e 154.718 (cento e cinqüenta quatro mil setecentas e dezoito) downloads de músicas.

Todas essas coisas mexem com as pessoas e comigo não poderia ser diferente. Separei as coisas positivas que aconteceram com a Umbanda nesse ano que acabou e as que aconteceram na minha vida de dirigente de terreiro. Na verdade, depois de cinqüenta anos de atividade e várias conquistas que não vem ao caso mencionar, poderia reivindicar o direito do meu descanso à frente do terreiro do Pai Maneco. Mas, ao contrário, lembrando-me que só os fracos tropeçam no insucesso ou no medo de não conseguir superar seus próprios feitos, estou incentivado a lutar mais ainda por muita coisa que ainda mexe com minha alma. Já apaguei da lembrança os meus últimos cinqüenta anos e inicio hoje um chamamento a todos os umbandistas para que façam da nossa religião uma coisa gostosa, alegre, sem medos ou preconceitos e que nossos lideres, que não conseguem se amar, ao menos se respeitem. Só assim iremos consolidar definitivamente a qualidade dessa religião da nossa cultura.

Acho que todos deviam fazer o mesmo.

Essa é a minha opinião!



 

 
     
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