Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, terça-feira, 12 dezembro de 2017

TROCAS ESPIRITUAIS, POR MÃE LUCILIA

George Naday

Em todos os trabalhos de Umbanda aprendo uma coisa!
São trinta anos de giras e ainda me sinto em desenvolvimento, outro dia mesmo tive novas incorporações que me trouxeram novidades.
No domingo passado foi a gira na Pedreira, homenagem que o Terreiro Pai Maneco faz aos Pretos e Pretas-velhas (ou novos) que trabalham na Umbanda.
Não programo as giras, desisti. Não funciona!
Me preparo com o coração, mas não na organização. Sempre dá certo.
Voltando à Pedreira.
Seo Sete Ponteiras do Mar falou que não ia subir. Na hora, em minha consciência pensei:
- “Oras, e a Dona Maria Redonda? Na festa dela não vai participar?”

Sambas, Ogans e Engoma começam a saudação e, consequentemente, a chamada aos chefes dos trabalhos : Pai Maneco, Pai Luiz de Xangô e, na sequência: "Quem vem lá; Quem combate demanda; ela é filha do Congo; é Maria Redonda..."

Prontamente, Seo Sete Ponteria do Mar chama a Camila (minha filha de sangue) para incorporá-la. Assim, a Preta-velha a qual eu incorporo e, consequentemente, dirige os trabalhos, participaria da festa.
Acredito que elas, D. Maria Redonda e a entidade que a Camila incorpora (Dona Zéfa), se entenderão lá na Aruanda.

Ninguém é dono dos espíritos. Nós não interferimos no desejo deles, que é praticar a cura dos males e mazelas.
É claro que, por questão de direção dos trabalhos, a incorporação das entidades dos dirigentes só devem ocorrer quando autorizadas para tanto.
Mas o que eu quero deixar claro aqui, é que eu vejo médiuns brigando por espíritos. Vejo rixas do tipo, "por que ele é meu!".
Mas, médiuns, reflitam que os dirigentes não ficam atentos apenas aos nomes das entidades que vem e vão, o que nós vemos são os sinais.

Fica o meu texto para reflexão. Muito longe de ser a minha opinião!

Mãe Lucilia

Bandeira da Amizade