Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, terça-feira, 22 agosto de 2017

Práticas Paralelas

Um médium deve ser leal ao seu terreiro e jamais fazer trabalhos paralelos aos do terreiro. Muitas vezes alguns médiuns da nossa casa costumam fazer isso fora do terreiro, sem o conhecimento da hierarquia, a guisa de interesses pecuniários ou de alimentação do ego por se julgarem prontos e auto-suficientes para fazer trabalhos de magia sem a assistência de seus irmãos de corrente, da experiência de seu pai-de-santo e sem as seguranças que existem fincadas no terreiro.

Em toda a minha vida mediúnica eu nunca incorporei um espírito fora do Centro Espírita ou do Terreiro porque ninguém pode trabalhar sozinho. Normalmente eu os desligo da corrente por estarem impregnando seus irmãos com atitudes desse tipo. Entretanto, os médiuns que jogam cartas de baralho ou tarô, runas e outros tipos de atividades esotéricas têm a minha permissão porque não deixa de ser um treinamento leve para as suas mediunidades e por não estarem se envolvendo com o perigo dos espíritos malignos.

A bem da verdade sei que essas pessoas cobram esses trabalhos, mas não os penalizo por entender que se alguém quer saber de seu passado ou seu futuro tem mais é que desembolsar dinheiro. O Cigano com quem trabalho diz com muita graça: o cigano conhece o passado e o futuro dos outros para poder viver o seu presente.

Bandeira da Amizade