Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, quarta-feira, 17 setembro de 2014

11 - Abertura da Gira

No início da gira, após cantarmos o Hino de Umbanda e de todos os médiuns e toda a hierarquia estar presente, audamos todos os presentes, Saudamos o Congá e o Anjo da Guarda, depois temos o ritual de “bater a cabeça”.

Bater a Cabeça é o momento em que prestamos homenagem e respeito às Entidades, saudando-as e também  descarregando qualquer energia que não seja própria para o trabalho.

Após isso temos o ponto de abertura da gira, a saudação às crianças e a saudação à Engoma. Logo após cantamos o ponto de saudação à Tronqueira, ao Tranca Ruas, pedindo que ele “abra” o Terreiro, ou seja que não deixe que nenhum espírito que não deva estar ali, entre.

Mas por que viramos de costas?
Na verdade não estamos virando de costas, estamos sim, é virando de frente para a Tronqueira, que fica do lado de fora, lembra?

Entendi.
Agora nossa gira está aberta e cantamos o ponto do Pai de Cabeça. Logo após começamos a cantar os pontos das Entidades. Primeiro o ponto da Entidade chefe do terreiro, o Caboclo Akuan:

Ogum chamou das matas
Akuan pra trabalhar
Sua lança e sua flecha
São armas deste congá
É vencedor de demanda
Os seus filhos vem salvar
É guerreiro, é valente
Vamos todos saravar

Depois vem os pontos da linha de Ogum, porque Ogum é o Orixá do Caboclo chefe do terreiro. Pode-se chamar outras linhas, mas sempre depois de Ogum.

Os médiuns vão incorporando um a um, preparando o Terreiro para o trabalho de cura e descarrego, que é primeira parte da gira.

A segunda parte da gira é a gira específica de uma certa Entidade. A cada semana temos uma gira diferente; Caboclo, Preto-Velho, Exu, Boiadeiro, Cigano etc...

Nessa parte, são feitas as consultas à assistência. É o momento onde as pessoas são chamadas, ordenadamente, através de senhas que foram distribuídas no início.