Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, sexta-feira, 18 agosto de 2017

03 - O Terreiro

Era uma segunda-feira muito bonita, estava um céu de um azul profundo, onde ao entardecer se viam cores do azul claro ao violeta.

Chegamos ao Terreiro, onde o cheiro das flores e das plantas perfumava o ar. Já sentíamos as vibrações de paz e amor que emanavam de lá. Estacionei o carro e ao descer fui saudar à Tronqueira, ao Sr. Tranca Ruas:

Laroiê Exu! Com licença Sêo Tranca Ruas, com licença Da. Padilha.

Papai, o que você fez agora?
Eu saudei o Exu Tranca Ruas. Ele é quem faz a proteção da entrada do Terreiro. Pedimos licença para podermos trabalhar.

E o que tem dentro dessa casinha?
Essa “casinha” chama-se Tronqueira. Aqui dentro tem uma imagem do Sr. Tranca Ruas e de sua Pomba- Gira, a Da. Maria Padilha. Embaixo delas tem alguns elementos enterrados que dão segurança à parte de fora do Terreiro, é como um campo de força que protege a todos nós enquanto estamos aqui trabalhando.

Mas vamos entrar que eu quero te mostrar tudo.

Chegamos na entrada propriamente dita do Terreiro, onde se viam as cadeiras para a assistência, o Congá e a Engoma. Toquei o chão três vezes com o dedo médio, fazendo um triângulo no chão e depois toquei a minha testa, em cima do ouvido e minha nuca.

Por que você fez isso?
Essa é a saudação que fazemos aos Orixás e às Entidades. Lembra que eu te falei do triângulo da Umbanda? Os Caboclos, os Pretos-Velhos e as Crianças? São eles que saudamos ao tocar o chão. Depois saudamos nossa espiritualidade (na testa), nosso Pai de Cabeça (na lateral da cabeça, em cima do ouvido) e por último, nosso Exu protetor, tocando a nuca.

 

Bandeira da Amizade