Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, domingo, 23 julho de 2017

A Umbanda é Minha História

por Giselle Quaesner

Marcello Alexandre de Campos, gira de quinta-feira, 8 anos no TPM.

“Tem muita responsabilidade porque não é só uma coisa sua. Você está assumindo um compromisso com a espiritualidade”.
Batizado na Umbanda aos 3 anos de idade, seguiu a flexibilidade religiosa estudando em colégio de freiras, onde fora considerado inapto para realizar a primeira comunhão por ser muito peralta. Na busca por uma identidade, conheceu diversos terreiros de Umbanda, mas nenhum o despertou o interesse. Devido a uma amizade com o Sr. Marreco, capitão da gira de segunda- feira, conheceu o TPM, onde permanece até hoje, trabalhando com muita disciplina. “Tem muita responsabilidade porque não é só uma coisa sua, você está assumindo um compromisso com a espiritualidade, com as entidades. Também tem a questão do desenvolvimento das tuas entidades.

Carla Cavanha, gira de quinta-feira, 6 anos no TPM.

A gente se ajuda muito mais trabalhando do que pedindo”.
Carla veio ao terreiro por problemas de depressão e dificuldades para dormir, “eu ia dormir chorando, porque eu sabia que não ia ter uma boa noite”. Sua primeira consulta no Pai Maneco foi com o Pai Miquimba, que diagnosticou todos os seus problemas como uma forte mediunidade que Carla não conseguia controlar. “Um fato interessante daquele dia do Pai Miquimba é que eu voltei a dormir”, afirma aliviada. A partir desse dia, começou a frequentar a assistência e fazer amizade com os médiuns da gira de quinta-feira, o que a incentivou a participar das atividades do terreiro.

Editorias: História.

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