Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, sexta-feira, 28 julho de 2017

Alecrim (Rosmarinus officinalis)

por Mariana Florentino

É originário da Costa do Mar Mediterrâneo, sendo  também conhecido pelo nome de “Rosmarinus”, que do latim significa “orvalho que vem do mar”, justificado pelas flores azuladas que inundam as praias do Mediterrâneo, lembrando o orvalho. O alecrim é conhecido também como rosemary, romero, alecrim-rosmarinho, alecrim-dahorta, alecrim-de-jardim, alecrim-verdadeiro, alecrim-do-sul e libanotis.

Além de ser símbolo de fidelidade entre namorados, era usado na Era Medieval para purificar os quartos dos doentes. Para os romanos, esta planta simbolizava o amor e a morte, e por isso era plantada próximo à soleira das portas das casas. A Igreja Católica também o usava nos seus rituais, queimando-o como incenso. Até hoje diz-se que o alecrim é um excelente amuleto contra o mau-olhado. Os gregos usavam coroas de alecrim em festas, como símbolo da imortalidade e os estudantes costumavam usar ramos de alecrim nos cabelos quando submetidos a exames, pois acreditavam que ajudava a estimular a memória. A crendice popular usa o alecrim para afastar olho-gordo, como erva da juventude eterna, do amor, da amizade e da alegria de viver. Quando colocada debaixo do travesseiro ajuda a afasta os pesadelos.

Seu uso medicinal está voltado para o coração, como um tônico. As folhas do alecrim são recomendadas no estímulo à circulação. Também auxiliam na digestão de gorduras e no combate a dor de cabeça associada com tensão nervosa. Bom para os rins, vesícula e equilíbrio da pressão arterial, auxilia nos estados de depressão, dores reumáticas, facilita a menstruação, combate gota, icterícia, é antisséptico, sedativo e fortalece a memória. Bochechos de infusão são recomendados para aliviar aftas, estomatites e gengivites.

Pode ser encontrada em pomadas bastante conhecidas contra o reumatismo. Além disso, no preparo interno pela infusão, a sua ação diurética é muito eficaz. Também é utilizada na culinária como aromatizante e para temperar carnes e auxiliar na conservação, graças ao efeito antioxidante.

Como sempre digo, tudo que é usado em excesso pode causar grandes problemas, e com o alecrim não é diferente, por isso os médiuns devem sempre ter cautela ao pedir para um consulente fazer uso de alguma erva. Em grandes quantidades o alecrim pode causar irritação gastrointestinal, aborto, intoxicação, inflamação renal e irritação de pele.

Editorias: Ervas.

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