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Orientação
do Pai Fernando para os médiuns
do Terreiro Pai Maneco
27/08/2003
Acho necessário ficar
gravado para os atuais médiuns
e os que no futuro ostentarem em sua
roupa branca o emblema do Terreiro
do Pai Maneco, o que aprendi no exercício
de minha trajetória como médium
da linha kardecista até diretor
de terreiro de Umbanda. Por ser um
ferrenho pregador da liberdade do
ser humano, por convicção
não estou filiado a nenhuma
Federação ou Confederação
para não ter que obedecer qualquer
regra humana ou política. Não
quero dizer que a liberdade seja absoluta,
ela vai até onde inicia a liberdade
de outro. O respeito, a educação,
a honestidade e o bom senso são
os reguladores do comportamento de
todos que estiverem sob a tutela do
terreiro de todos nós. Não
gosto de segredos e adoro desmistificar
o que por conveniência está
mistificado por alguns pregadores
carentes da ousadia. Não posso
entender uma religião que não
possa caminhar com a modernidade,
a humildade e coragem para mudar conceitos,
descobrindo e adotando novos valores.
O que hoje é tido como certo
pode ser modificado diante de uma
evidência mais forte. É
assim que penso e assim vou agir até
onde minha força possa me manter.
Gosto da franqueza e não admito
traição. Não
ligo o que pensam de mim, mas respeito
o pensamento dos outros. Entendo o
erro, mas não aceito a exploração
da religião. Não admito
o uso do sangue como elemento de trabalho,
por respeito à vida dos animais.
Meus mestres são os espíritos
e só deles recebo ordens. Depois
desta apresentação,
sinto-me mais à vontade para
modestamente organizar um curso de
orientação da Umbanda
dirigido aos integrantes do nosso
terreiro e também a quem queira
dele tirar algum proveito. |
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