Terreiro de Umbanda do Pai Maneco, domingo, 23 julho de 2017

Existem Sacerdotes de Umbanda? O senhor é um?

Sou praticante de uma Umbanda que eu chamo “pés no chão”. Uso desse nome porque gosto que nossa religião seja desmistificada de tudo que possa elitizar ou criar hierarquias talvez inexistentes. Eu era médium da linha tradicional do espiritismo, no meio do caminho abracei a Umbanda até que em certo momento desencarnou meu pai-de-santo e eu tive que escolher uma nova etapa como membro dessa religião autenticamente brasileira. Aprendi que para dirigir um terreiro eu tinha que me fazer pai-de-santo. E eu fiz isso. Fui feito pai-de-santo na Umbanda, fiz todas as obrigações nas sete linhas e entidades, e recebi uma guia de pai-de-santo que até uso com baita orgulho. Se esse ritual foi feito para eu ser pai-de-santo, como é que posso hoje dizer que sou sacerdote? Só como anotação complementar, a palavra sacerdote, tanto nos dicionários novos como nos antigos, está descrita como: “ministro que oferecia vitimas à divindade e cuidava dos assuntos religiosos./ Aquele que ministra os sacramentos da Igreja, padre./” E sacerdotisa : mulher consagrada ao culto de uma divindade.” Como eu não ofereço vitimas a ninguém e estou longe da igreja católica, continuo sendo um pai-de-santo, aquele que dirige um terreiro de Umbanda, sem nenhuma vaidade e sem nenhuma pretensão der ser um líder religioso, com idéias de elitização ou prepotência.

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